O Vasco tem um acordo com Flamengo e Fluminense para mandar jogos do Brasileirão no Maracanã. O problema é que, na avaliação da diretoria cruzmaltina, esse acordo foi desrespeitado repetidas vezes: o Flamengo negou os pedidos do Vasco para sediar partidas contra o Vitória na Copa do Brasil e contra Santa Fé e Boca Juniors na Sul-Americana. A conclusão interna é simples: se o acordo não vale para o Vasco quando precisa, não deve valer para favorecer o Flamengo agora.
O mundo ideal seria São Januário, mas o presidente Pedrinho já deixou claro em diversas ocasiões o incômodo com a liberação do estádio para clássicos contra Flamengo e Fluminense. Com essa porta praticamente fechada, o Nilton Santos surge como alternativa concreta. O Botafogo já está ciente de que pode receber o clássico carioca em sua arena.
A situação com o Maracanã ficou ainda mais tensa quando a concessionária Fla-Flu Serviços declarou que o contrato não tem validade, alegando que a assinatura do Consórcio ficou em branco. O Vasco precisou ir à Justiça para garantir o direito de jogar no estádio contra o Boca Juniors na Sul-Americana, numa batalha judicial longa e desgastante.
O clássico contra o Flamengo, previsto para a próxima quinta-feira, é mais um capítulo dessa novela. O Vasco não vai aceitar passivamente as regras que só funcionam contra ele, e a escolha pelo Nilton Santos seria uma resposta direta e legítima a tudo que aconteceu nos últimos meses.
