A eliminação para o Boca Juniors na semifinal da Copa Sul-Americana de 2026 dói, mas não é um tropeço isolado. Ela se encaixa em um padrão doloroso que o torcedor vascaíno carrega há anos. O último título estadual veio há dez anos. O Brasileirão não é conquistado desde 2000. A Libertadores, desde 1998. Neste milênio, o clube acumulou uma Série B (2009), uma Copa do Brasil (2011) e quatro rebaixamentos. O saldo é amargo.
O cenário que se forma é preocupante além dos números. Torcedores adolescentes hoje não têm memória afetiva de uma conquista expressiva, nem mesmo de um Carioca. A identidade do clube, construída sobre grandes campanhas e ídolos históricos, corre o risco de se tornar apenas passado para uma geração inteira de vascaínos.
A Sul-Americana de 2026 chegou como uma oportunidade real de quebrar esse jejum. O Vasco venceu o Boca na Bombonera, jogou a semifinal de volta no Maracanã e tinha a vaga na final ao alcance. A derrota por 3 a 1, com falha decisiva de Léo Jardim no fim, fechou mais uma porta. O clube termina a temporada continental fora da decisão e com a mesma pergunta sem resposta.
A chegada de Marcos Lamacchia como futuro dono da SAF acende uma luz de esperança. A mudança de gestão pode representar um novo ciclo, com investimentos e planejamento que coloquem o Vasco de volta na disputa por títulos de peso. Mas promessas já vieram antes. O que o torcedor quer, e merece, são taças.
