Na noite desta terça-feira, o diretor comercial do Consórcio Maracanã, Dilson Motta, registrou queixa junto à Polícia Civil contra Marcos Lamacchia, futuro dono da SAF do Vasco. O motivo: a ocupação dos camarotes 314, 315 e 316 do Maracanã durante a partida entre Vasco e Boca Juniors, pela semifinal de volta da Copa Sul-Americana. Esses camarotes são destinados ao uso exclusivo das diretorias de Flamengo e Fluminense, segundo o próprio Motta.
Ao ser comunicado da ocupação, Motta foi pessoalmente até o local e encontrou oito torcedores, entre eles Lamacchia. O grupo se recusou a deixar os camarotes, o que levou ao acionamento de agentes da Polícia Civil. A situação foi resolvida sem maiores confrontos: a própria equipe do consórcio intermediou a transferência dos vascaínos para o camarote 310, encerrando o impasse.
O episódio acontece em um momento especialmente delicado. O Vasco precisou travar uma batalha jurídica de quase um mês contra Flamengo e Fluminense para garantir o direito de mandar a partida no Maracanã. Após decisão unânime do TJRJ, o Cruzmaltino conquistou o direito de usar o estádio, mas a tensão com os concessionários permanece no ar. A conduta de Lamacchia, ao ocupar espaços reservados aos rivais, alimenta ainda mais esse clima.
A queixa registrada por Motta não implica necessariamente em um processo formal, mas o episódio reforça a fragilidade da relação entre o Vasco e os gestores do Maracanã. Para Lamacchia, que ainda não assumiu oficialmente a SAF do clube, a situação representa um tropeço político em um momento em que precisaria de aliados, não de adversários.
