A queda para o Boca Juniors no Maracanã fechou a porta da Sul-Americana, mas abriu de vez o foco do Vasco para o que mais importa agora: escapar do rebaixamento no Brasileirão. Com 35 pontos na 15ª posição e três de vantagem sobre o Internacional, primeiro time dentro do Z-4, o Cruzmaltino sabe que não há margem para relaxamento. O detalhe que dá algum alívio: o time tem um jogo a menos do que os rivais diretos na briga pela permanência.
Pedro Emanuel deixou claro o caminho. Jogo a jogo. O próximo é o Corinthians, neste sábado, em São Januário, em confronto direto entre dois times que precisam de pontos. Depois vem o clássico com o Flamengo, no Maracanã, na quinta-feira seguinte. São seis pontos em disputa antes de o Vasco pensar em título, e o técnico não aceita desculpas: 'Quem não quiser pressão, não pode estar no Vasco. A pressão não é só do torcedor, é a capacidade que temos para demonstrar nossa qualidade', afirmou em coletiva.
No dia 1º de novembro, a Copa do Brasil entra em cena. O Vasco visita o Palmeiras no Nubank Parque pelo jogo de ida das semifinais, com a volta marcada para 8 de novembro em São Januário. Entre os dois confrontos, mais um jogo pelo Brasileirão, contra o Athletico-PR. É uma sequência brutal, mas é a realidade de um clube que ainda briga em duas frentes.
Para chegar ao número mágico de 46 pontos, marca que historicamente garante a permanência na Série A, o Vasco precisa somar 11 pontos nos oito jogos restantes no campeonato. Além do Corinthians, Internacional e Vitória aparecem na lista de duelos diretos contra times ameaçados. O calendário é pesado, a pressão é real, e a torcida, como Pedro Emanuel garantiu, não vai abandonar o time.
