É curioso o caminho que o futebol traça. Em janeiro de 2019, o Paris Saint-Germain vivia uma crise no meio-campo: Verratti machucara o tornozelo, Rabiot fora afastado por impasse na renovação, e a diretoria precisava de reforços urgentes. Quatro nomes entraram na lista, dois deles hoje vestindo as camisas de Vasco e Boca Juniors: Thiago Mendes e Leandro Paredes.
O PSG tentou Idrissa Gueye primeiro, mas o Everton recusou a proposta. No dia 25 de janeiro, o clube francês fechou com Paredes junto ao Zenit, da Rússia, por 40 milhões de euros. Na sequência, chegou a um acordo com o Lille pela contratação de Thiago Mendes, por volta de 25 milhões de euros. Quem impediu o negócio foi o técnico Thomas Tuchel, que vetou o brasileiro. Na época, Thiago Mendes declarou ao Goal que estava focado apenas no Lille e deixava o restante nas mãos de seus representantes. Na temporada seguinte, ele foi para o Lyon.
O histórico dos duelos diretos favorece o cruzmaltino. Em quatro confrontos na França, Thiago Mendes venceu Paredes duas vezes, empatou uma e perdeu a outra. Agora, o palco é o Maracanã, o momento é outro e o peso é máximo. O Vasco venceu o jogo de ida por 1 a 0 na Bombonera e se classifica para a final com qualquer empate. Paredes, que desfalcou o Boca na Argentina, se recuperou e pode entrar em campo nesta terça-feira às 21h30.
O destino colocou os dois de lados opostos em mais um capítulo. Em 2019, o PSG escolheu Paredes. Em 2026, quem decide o próximo passo é o Maracanã.
