O Maracanã nunca foi uma casa confortável para o Boca Juniors. Em 13 jogos disputados no estádio, entre amistosos e partidas oficiais, o clube argentino somou apenas uma vitória, dois empates e dez derrotas. O triunfo solitário veio em jogo oficial, pela fase de grupos da Copa Mercosul de 1998, quando o Boca bateu o Flamengo por 2 a 0 diante de exatamente 791 pagantes, o pior público da história do estádio até então.
A derrota mais pesada ficou por conta do Vasco. Em 24 de novembro de 1951, o Expresso da Vitória aplicou um convincente 3 a 0 nos argentinos, com dois gols de Ipojucan e um de Friaça. A crônica do dia seguinte em O Globo foi impiedosa com o Boca: os jogadores haviam abusado do sol de Copacabana e chegaram ao jogo sem condições físicas. O goleiro Barbosa foi o destaque da partida, com intervenções decisivas no lado vascaíno.
Nos jogos oficiais pela Libertadores, o aproveitamento do Boca no Maracanã é de zero por cento. O Santos de Pelé venceu a final de 1963 por 3 a 1, o Flamengo bateu os argentinos nas quartas de 1991 por 2 a 1 e o Fluminense eliminou o Boca na semifinal de 2008 por 3 a 1, após uma das viradas mais memoráveis do estádio. A derrota mais dolorosa, porém, veio em novembro de 2023, quando o próprio Fluminense venceu a final da Libertadores na prorrogação, com gol de John Kennedy, e conquistou o título inédito.
Nesta terça-feira, às 21h30, o Boca Juniors retorna ao Maracanã para enfrentar o Vasco pela semifinal de volta da Copa Sul-Americana. O Cruzmaltino venceu por 1 a 0 na Bombonera e joga por um empate para chegar à final. O histórico do adversário no estádio é mais um motivo para a torcida cruzmaltina acreditar.
