Os sócios do Vasco decidem nesta sexta-feira, em Assembleia Geral Extraordinária, se aprovam a venda de 90% da SAF para a Almirante Participações e Empreendimentos S.A., empresa ligada a Marcos Lamacchia. A votação ocorre das 10h às 20h, de forma presencial na Sede Náutica da Lagoa ou pelo sistema eletrônico oficial. A proposta prevê aporte mínimo de R$ 500 milhões ao departamento de futebol ao longo de cinco anos, em parcelas anuais de R$ 100 milhões corrigidas pelo INPC, além de R$ 120 milhões no centro de treinamento do profissional em até dez anos e R$ 30 milhões na infraestrutura das categorias de base em dois anos. A Almirante também ficará responsável por cobrir o déficit de fluxo de caixa projetado em cerca de R$ 1,5 bilhão nos primeiros cinco anos.
Entre as garantias estão fiança bancária ou seguro-garantia de R$ 324 milhões para o passivo da recuperação judicial, depósito judicial de R$ 27 milhões já realizado, fiança pessoal de Lamacchia pelas obrigações da nova SAF e uma conta-reserva com saldo mínimo equivalente a três meses das obrigações da recuperação judicial e dívidas tributárias. O acordo prevê ainda multa de R$ 50 milhões por descumprimento das obrigações ligadas à formalização da operação e penalidade de 60% em hipóteses específicas de descumprimento da recuperação judicial.
São Januário seguirá como casa exclusiva do futebol profissional até 31 de dezembro de 2030, com pagamento anual de R$ 3 milhões, e o estádio não entra na negociação, permanecendo com o clube social. O investidor não poderá vender suas ações nem a SAF distribuir dividendos por dez anos. A operação ainda depende de aprovações societárias, judiciais e dos órgãos reguladores Anresf e Cade, que apuram possível conflito de interesses em razão de Lamacchia ser enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras.
