A maratona de jogos está pesando. Isso ninguém no elenco esconde. Após o revés no Morumbis, Thiago Mendes foi direto ao ponto: o Vasco vem jogando quarta, sábado e domingo em sequência, viajou para a Argentina com um jogador a menos e ainda precisa recolocar os atletas em condição de jogo em poucos dias. Para o volante, porém, não há espaço para lamentação. O recado foi claro: o time tem Sul-Americana pela frente e precisa classificar.
Bruno Duarte seguiu a mesma linha. O atacante admitiu que a carga excessiva de partidas atrapalha, mas recusou usá-la como desculpa. Para ele, o grupo tem qualidade técnica e tática suficiente para superar o desgaste e precisa se agarrar ao querer de vencer. A mensagem ao elenco foi de esquecer o resultado contra o São Paulo e olhar exclusivamente para o Boca Juniors, um jogo de cada vez, como se fosse uma final.
Paulo Henrique, que saiu com dores no quadril ainda no primeiro tempo, colocou em palavras o peso desse momento da temporada. Brasileirão, Copa do Brasil e Sul-Americana ao mesmo tempo, com viagens longas e pouco tempo de recuperação. O lateral reconheceu que isso cobra seu preço, mas cobrou do grupo a responsabilidade de dosar os esforços e chegar apto para os jogos decisivos que ainda estão por vir.
O Vasco volta a campo na terça-feira, no Maracanã, contra o Boca Juniors, pelo jogo de volta da semifinal da Copa Sul-Americana. Um empate basta para o clube voltar a uma final continental depois de 26 anos. O cansaço existe, mas o objetivo está na frente.
