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Monumental em 1998 e 2000: a história que inspira o Vasco antes da Bombonera

O Vasco enfrenta o Boca Juniors nesta terça-feira na Bombonera em busca de mais uma façanha em Buenos Aires. Dois dos três títulos sul-americanos do clube passaram por semifinais no Monumental, contra o River Plate. Agora o desafio é fazer o mesmo na casa do maior rival dos argentinos.

A história do Vasco nas Américas tem endereço argentino. Em 1998, o gol de falta de Juninho Pernambucano no Monumental de Núñez classificou o clube para a final da Libertadores, após uma noite em que o River abriu o placar e pressionou até o apito final. O time de Antônio Lopes, com Mauro Galvão, Ramon, Luizão e companhia, enfrentou uma seleção argentina em campo, como o próprio capitão resumiu: era talvez o jogo mais difícil de toda a sua carreira, pelo peso do adversário e pela atmosfera de Buenos Aires. A virada emocional veio com Juninho entrando no segundo tempo, sofrendo a falta e cobrando com perfeição. Ramon Menezes, que estava em campo, definiu o que todos sentiam: foi uma final antecipada, e os jogadores saíram da Argentina com a certeza de que seriam campeões.

Dois anos depois, o Vasco voltou a Buenos Aires e repetiu a dose com ainda mais autoridade. Na semifinal da Copa Mercosul de 2000, goleou o River por 4 a 1 no Monumental, com gols de Romário, Juninho Paulista, Júnior Baiano e Pedrinho, atual presidente do clube. O River daquela vez tinha Ortega, Saviola e Aimar, outro esquadrão. Jorginho Paulista, com a descontração que lhe é característica, garantiu que ele e Pedrinho jogaram fino da bola mesmo naquela noite, e que o duelo foi o maior daquele time, acima até da histórica virada por 4 a 3 sobre o Palmeiras na final. O jogo da volta em São Januário ficou mais marcado pela confusão entre os atletas do que pelo futebol em si.

Agora Pedrinho e Felipe, presidente e diretor técnico do Vasco, voltam juntos a Buenos Aires. Os dois viveram essas campanhas como jogadores e carregam na bagagem o que significa vencer pelo clube fora do Brasil. Ramon Menezes destacou que os dois conhecem como ninguém toda essa atmosfera do Vasco, e que Felipe, por ser um dos que mais venceu com essa camisa, transmite ao atual elenco o que é preciso para conquistar títulos. Jorginho Paulista foi além e comparou a ligação dos dois com o Vasco à de Riquelme com o Boca, lembrando que Pedrinho nasceu no futsal do clube e construiu toda a sua identidade em São Januário.

A Bombonera é um palco que o Vasco ainda não dominou, mas a história manda recado claro: quando o cruzmaltino chega a Buenos Aires em noite de mata-mata continental, algo grande costuma acontecer. A torcida que enfrentou filas de três horas para garantir ingresso nesta terça-feira sabe disso e acredita que o roteiro pode se repetir, agora no templo do Boca Juniors.

Matéria escrita com apoio de inteligência artificial a partir da fonte citada. Como produzimosEncontrou um erro?