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Vasco recorre após nova liminar derrubar autorização do Maracanã para jogo contra o Boca

A desembargadora Suely Lopes Magalhães, vice-presidente do TJ-RJ, derrubou neste sábado a decisão que liberava o Maracanã para Vasco x Boca Juniors, atendendo a recurso do Consórcio Fla-Flu. O clube prepara nova ação na Justiça ainda hoje, com prazo da Conmebol se encerrando às 23h59. Mais de 50 mil ingressos já foram vendidos, número superior à capacidade do Nilton Santos.

O Vasco não baixou a guarda na batalha pelo Maracanã. Após a Justiça ter liberado o estádio na noite de sexta-feira, uma nova liminar da desembargadora Suely Lopes Magalhães, vice-presidente do TJ-RJ, derrubou a decisão neste sábado, a pedido do Consórcio Fla-Flu. O prazo para confirmar o local à Conmebol se encerra às 23h59, o que torna a situação urgente e exige uma resposta jurídica imediata do clube.

A defesa vascaína vai centrar o novo recurso no argumento da segurança pública. Um dos fundamentos usados pela desembargadora foi a existência de um jogo de basquete entre Flamengo e Botafogo pelo NBB no Maracanãzinho, na mesma data. O Vasco considera inadmissível equiparar um duelo de basquete a uma semifinal continental e vai usar esse ponto como base da nova ação. A Polícia Militar já havia classificado São Januário como inadequado para o evento e apontado o Maracanã como o local mais seguro.

Fora do campo jurídico, a estratégia do clube é o silêncio total. Nem a instituição nem membros da diretoria vão se pronunciar publicamente até que a situação seja resolvida. A decisão de abrir as vendas de ingressos na sexta à noite, além de valorizar o torcedor, serviu como pressão política e jurídica, e o resultado foi expressivo: mais de 50 mil bilhetes vendidos, um número que supera a capacidade do Nilton Santos e que o Vasco vai usar como argumento na nova petição.

A Conmebol não escondeu o desconforto com a reviravolta. A entidade havia anunciado rapidamente em suas redes sociais, na noite de sexta, que o jogo seria no Maracanã, estádio que considera o mais adequado do Rio de Janeiro para receber uma semifinal da Sul-Americana. Embora não interfira diretamente em disputas judiciais envolvendo o consórcio e órgãos cariocas, a confederação já tomou decisões logísticas tendo o Maracanã como palco, o que reforça a posição do Vasco na briga.