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Reforços, defesa sólida e confiança em Pedro Emanuel: os pilares da reação do Vasco no Brasileirão

O Vasco encerrou uma sequência de quatro meses dentro da zona de rebaixamento após a goleada sobre o Coritiba e o tropeço do Grêmio diante do Palmeiras. A reação cruzmaltina tem explicações claras: chegadas cirúrgicas no mercado, evolução defensiva e um ambiente interno de confiança no trabalho de Pedro Emanuel.

A janela de transferências foi o ponto de virada. As chegadas de Colidio, Sosa, Lescano e Bruno Duarte elevaram o nível técnico do elenco de forma imediata. Colidio e Sosa já são titulares absolutos. Lescano e Bruno Duarte chegaram depois, mas acumulam atuações consistentes e devem se firmar no onze inicial em breve. O último reforço, o zagueiro Gabriel Pereira, ainda aguarda sua oportunidade. O fato é que Pedro Emanuel ganhou opções reais em todas as linhas do campo, e soube usá-las.

A solidez defensiva é outro dado que não pode ser ignorado. Em 19 partidas sob o comando do português, o Vasco ficou sem levar gols em nove delas. O número impressiona ainda mais quando comparado ao restante da temporada: antes de Pedro Emanuel, o time havia conseguido o mesmo feito apenas nove vezes em todo o campeonato. O trabalho de posicionamento, transições rápidas e organização em bolas paradas tem dado resultado concreto dentro das quatro linhas.

Nos bastidores, a diretoria nunca vacilou. Mesmo durante a sequência de tropeços no Brasileirão, quando a pressão externa era intensa, o clube manteve a confiança no treinador. A avaliação interna era de que o time criava, mas não convertia, e que isso era questão de tempo. O tempo deu razão à diretoria. Nos últimos jogos, as chances têm se transformado em gols e os resultados têm aparecido.

As campanhas na Copa Sul-Americana e na Copa do Brasil também alimentaram o grupo. Chegar às semifinais das duas competições simultaneamente, mesmo em fase difícil no Brasileirão, mostrou ao elenco que o nível estava lá. Pedro Emanuel aproveita o calendário duplo para rodar o grupo, manter todos em ritmo de jogo e preservar o físico. A fórmula está funcionando. O Vasco ainda tem muito trabalho pela frente, mas saiu da zona de rebaixamento com mérito, e com cara de time que veio para brigar.