O Cruz-Maltino fez uma noite histórica em São Januário e deixou o Coritiba sem resposta. Goleada por 5 a 0 pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro, resultado que fala por si só. Do lado do adversário, quem apareceu para dar a cara foi o técnico Fernando Seabra, que não jogou a culpa no elenco nem nas circunstâncias: 'Em um esporte coletivo, todo mundo tem a sua parcela, mas a parcela principal hoje é minha', afirmou o treinador.
Seabra reconheceu que os desfalques pesaram. O lateral JP Chermont, lesionado, ficou fora, e o volante Thiago Santos atuou no sacrifício por causa de um problema na sola do pé. Por isso, o treinador optou por improvisar o volante Vitor Tissi na lateral direita, deixando o argentino Fabricio Bustos, contratação recente, para entrar apenas no segundo tempo. A justificativa foi objetiva: evitar expor Bustos a uma minutagem elevada logo de cara, com risco real de lesão.
Mesmo diante do placar pesado, Seabra recusou o discurso de derrota moral e lembrou o que o Coritiba construiu ao longo da competição. 'O jogo não marca a nossa campanha, nossa campanha é marcada pela nossa competitividade, pela nossa coragem de jogar dentro e fora de casa', disse o técnico. A goleada foi classificada por ele como um 'jogo atípico', distante do padrão que a equipe vinha apresentando no Brasileirão.
Agora, com a parada da Data Fifa, o Coritiba tem 18 dias pela frente antes de voltar a campo. O próximo compromisso é contra o Fluminense, em 8 de outubro, no Maracanã. Para Seabra, o período precisa ser usado com inteligência para recuperar jogadores e recarregar o elenco. Enquanto isso, o Vasco segue em São Januário celebrando uma das maiores goleadas da temporada.
