Alan Lescano desembarca no Vasco com um currículo que despertou interesse imediato do departamento de scout vascaíno. O argentino era o nome prioritário da lista e chega para ocupar um espaço que a diretoria identificou como lacuna real no elenco: um meia moderno, que pensa rápido, protege a bola e ainda aparece para finalizar. Capitão e dono da camisa 10 no Argentinos Juniors, líder de grupo no campeonato nacional, Lescano assinou até dezembro de 2029 em uma negociação avaliada em US$ 7 milhões, cerca de R$ 36 milhões.
A versatilidade é o primeiro ponto que chama atenção. Ao longo da carreira, Lescano já funcionou como armador clássico, como um meia de box-to-box com liberdade para avançar e até pelos lados do campo. No Argentinos Juniors do técnico Nicolás Diez, dividia a construção do jogo com Nicolás Oroz e nunca ficou preso a uma única função. No esquema de três volantes que Pedro Emanuel utiliza no Vasco, o argentino surge como alternativa direta ao posto de Tchê Tchê, podendo atuar ao lado de Thiago Mendes com mais criatividade e presença ofensiva.
O diferencial mais concreto, no entanto, é a combinação entre finalização de média distância e qualidade na bola parada. Lescano costuma cair pelo lado direito para cruzar o chute com o pé esquerdo de fora da área, três dos seis gols que o Argentinos Juniors marcou na temporada saíram dessa forma. Para um Vasco que pouco explorou esse recurso ao longo do ano, trata-se de uma arma nova e bem-vinda. Além disso, era o cobrador de faltas diretas do clube argentino e se despediu marcando um golaço na vitória por 2 a 1 sobre o Aldosivi, no último dia 30.
Tal como Santiago Sosa chegou do Racing com a braçadeira de capitão, Lescano traz consigo a mesma referência de liderança. Jovem, mas com protagonismo já consolidado, é visto internamente como reforço para ser titular desde o início, não como opção de banco. O Vasco aposta que 'Pipa' vai agregar dentro e fora de campo, e a apresentação desta tarde em São Januário é o primeiro passo para essa história começar.
