Poucos jogos resumiram tão bem a montanha-russa que é ser Barros no Vasco quanto aquele 3 a 3 no Mineirão, no primeiro turno do Brasileirão. O volante marcou dois gols, virou o jogo quase sozinho e, minutos depois, deixou o time com um a menos ao ser expulso. Agora, quase quatro meses depois, ele reencontra o Cruzeiro em São Januário em uma posição completamente diferente: reserva, com espaço reduzido e carregando o peso de uma temporada que não correspondeu ao que ele mostrou em 2025.
A queda começou ainda no Campeonato Carioca, com atuação fraca na semifinal contra o Fluminense e dois pênaltis cometidos na derrota que eliminou o Cruz-Maltino. Sob Pedro Emanuel, os tropeços continuaram. Falha grave na saída de bola contra o Vitória, no Barradão, que resultou no gol da derrota por 1 a 0, e desempenho apagado no empate com o Independiente Medellín. A expulsão nas quartas da Copa do Brasil, contra o Vitória, em São Januário, cartão vermelho por toque de braço aos 18 minutos do primeiro tempo, foi mais um capítulo ruim numa sequência que custou caro ao jogador dentro do grupo.
O treinador, porém, não abriu mão de defender Barros publicamente. Em coletiva, Pedro Emanuel afirmou que considera o vermelho injusto e que segue confiando no volante, destacando que o jogador vinha bem antes do incidente. Também deixou claro que a chegada de Santiago Sosa não foi para enterrar Barros, mas para criar competição real na posição, o que, na prática, acabou empurrando ainda mais o camisa 5 para o banco.
Agora é hora de resposta dentro de campo. Barros pode entrar em algum momento do confronto desta noite, às 21h20, em São Januário, e sabe que precisa mostrar que o Barros de 2025 ainda existe. O Vasco precisa de vitória para seguir bem no Brasileirão, e o volante precisa de uma boa atuação para reconquistar a confiança da torcida e do próprio staff. O Cruzeiro serve de palco para os dois.
